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A pauta: O caso Haoc

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Sábado, 08 de agosto de 2009

Pelo que vocês já perceberam, a equipe do Redação Indaiá foi barrada e ameaçada na saída do hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc). O motivo: não podíamos entrevistar e tirar fotos dos pacientes nas intermináveis filas de espera que o hospital ostenta com toda pompa e grandiosidade. A alegação? Que o hospital não é um local público.

A equipe que nos barrou (um segurança, um médico, uma enfermeira e um outo sujeito que nem se identificou como funcionário do hospital e muito menos forneceu nome, mas deu pitaco) alegava que para poder registrar os depoimentos e as fotos das críticas feitas ao local teríamos que pedir autorização para a direção do Haoc.

Sim, isso mesmo que você está se perguntando, temos que pedir autorização para escrever reclamações da população para o próprio alvo de insatisfação, pode? É o mesmo que eu querer protocolar uma reclamação contra qualquer empresa no Procon, mas antes ir até a dita cuja e pedir autorização. “Posso reclamar contra vocês no Procon?”. Ah vá…

O hospital e a Secretaria de Saúde de Indaiatuba tentam “tapar o sol com a peneira”. A precaridade do Haoc é visível, o ambiente e estrutura não são dos mais adequados para que seja instalado um hospital de referência em uma cidade, sem contar a demora no atendimento, já conhecida por todos.

Ameaçar também deve ser especialidade dos funcionários do hospital. Contando o ocorrido para minha mãe, na quarta-feira, dia 5, ela também revelou que já foi ameaçada por uma recepcionista do hospital.

Minha mãe contou que a algum tempo atrás, quando uma tia dela ainda era viva, cortou profundamente a perna e não conseguia andar, tamanho o corte. Sua tia ficou mais de duas horas no corredor (isso, no corredor do Haoc), em cima de uma maca, aguardando atendimento. Os médicos passavam e nem davam bola.

Indignada, depois que sua tia foi finalmente atendida e internada, minha mãe voltou para casa bufando e assim que chegou em sua residência ligou para nossa saudosa amiga Aydil Bonachella, que tinha um programa na Rádio Jornal. Minha mãe meteu bronca no atendimento do hospital.

No outro dia, ao trocar de turno com uma prima, que ficou acompanhando a tia, teve que ouvir de uma recepcionista: “A senhora que ligou no programa da Aydil ontem?”. Categoricamente minha mãe respondeu que sim e perguntou porque. A recepcionista respondeu: “Por nada, mas voê pode precisar do hospital qualquer dia desses”. Pode?

Mas não pense que é só o Haoc que tem que tomar bronca. A Secretaria de Saúde também. Onde já se viu deixar faltar copo plástico em uma UBS em plena época de Gripe Suína só por que o registro de compra de copos plásticos ainda não tinha sido concluído. Ah vá pra…. Vai na vendinha da esquina e compra um pacote e pronto. Simples. E isso é só um exemplo.

Pronto, falei!


Indaiatuba tem mais dois casos confirmados de Gripe Tipo A

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Sábado, 08 de agosto de 2009

a3 gripe

Epidemia Indaiatuba já registra dez casos de Gripe Tipo A, com um óbito.

 

A Secretaria de Saúde de Indaiatuba informou, ontem, dia 7, através da Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura, que Indaiatuba registrou mais dois casos confirmados de contaminação pela Gripe Tipo A, causada pelo vírus H1N1. Com a confirmação destes casos, sobe para dez o número de infectados em Indaiatuba. Destes dez, apenas um se desenvolveu para óbito, no último dia 20 de julho. Os dois novos casos confirmados não estão internados.

Dez também é o número de pessoas que estão descartadas como infectadas pelo vírus H1N1. O número de pacientes com sintomas da gripe e que ainda aguardam resultados laboratoriais subiu para 17, entre elas, cinco estão internados. A assessoria não soube informar em qual hospital cada paciente estava e nem a idade deles.

Dos dez casos confirmados, sete evoluíram para cura. São os casos de um bebê de nove meses, uma gestante de 28 anos, uma criança de sete, um adolescente de 15 anos, um jovem de 24 anos, uma mulher de 21 anos e um homem de 33. O caso que progrediu para o óbito foi de uma mulher de 26 anos, moradora do Jardim Paulista, que faleceu no último dia 20, no Hospital Santa Ignês. As outras duas pessoas confirmadas ainda se mantêm em tratamento, mas estão em casa.

A Secretaria de Saúde informou que desde o início da pandemia, Indaiatuba já teve um total de 83 pessoas monitoradas com suspeitas que vieram ou não a se confirmar como sendo da Gripe Tipo A.

Brasil

No Brasil, o número de mortos pela Gripe Tipo A chegou a marca de 96 óbitos de acordo com o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, na última terça-feira, dia 4. Também de acordo com o boletim oficial do Ministério da Saúde, o país tem 9.917 casos suspeitos e 2.959 confirmados.

O boletim também divulgou o número de óbitos registrados no país até a última terça-feira, dia 4, divididos por estado. São Paulo era o que mais contabilizava registros de óbitos no país: foram 38. O segundo estado com mais casos de morte pela nova gripe é o Rio Grande do Sul, que contabiliza um total de 28 mortos. O Paraná vem em seguida com um total de 15 mortos. No Rio de Janeiro foram contabilizadas 14 mortes por Gripe Tipo A; a Paraíba foi a responsável pela primeira morte pela nova gripe na região Nordeste. Estes dados são oficiais, mas extra oficialmente, já é citado que cerca de 167 pessoas já faleceram em virtude da nova gripe em todo o Brasil até a manhã deste sábado, dia 08.

No mundo, apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter divulgado recentemente que não contabilizaria mais o número de pacientes mortos pela nova gripe, já que a doença se espalhara tão rapidamente, o órgão informou, também na última terça-feira, dia 04, que a gripe A matou 1.154 pessoas em todo o mundo. A organização também divulgou que em todo o globo são 162.380 casos confirmados do vírus H1N1. Ainda de acordo com a OMS, 168 países já reportaram pelo menos um caso laboratorialmente confirmado do vírus H1N1. O órgão também informou que todos os continentes já foram afetados pela pandemia.

 

População reclama de falta de ação de Secretaria de Saúde e precaridade de hospitais

Com o crescimento no número de atendimentos nos hospitais, em virtude da Gripe Tipo A, o aumento de reclamações da população é proporcional. A reportagem recebeu crítica de diversos usuários das unidades de saúde de Indaiatuba em relação ao atendimento, ação da Secretaria de Saúde sobre conscientização da população à respeito da Gripe Tipo A e limpeza dos hospitais.

A comerciante Elisabete Domingues Correia, de 45 anos, reclama da falta de ação da Secretaria Municipal de Saúde em relação à conscientização e orientação da população. “Você não vê cartazes espalhados pela rua, ninguém panfletando nada, principalmente em locais de uso coletivo, como ônibus, que não tem cartazes instrutivos nem outro tipo de orientação”, comenta.

Além desta reclamação, a comerciante também critica o atendimento e principalmente a falta de higiene do Hospital Augusto de Oliveira Camargo. “O atendimento do Haoc já deixou a desejar faz muito tempo e outra coisa absurda é a falta de higiene do local, os banheiros por exemplo são raramente limpos, em um hospital isso não pode acontecer”, relata.

Outro local também criticado pela população são os postos de saúde da cidade. De acordo com a ajudante de costura Cristiane Aparecida Junqueira, faltam até copos descartáveis para se tomar água. “No posto de saúde perto de casa, você precisa levar seu copo descartável se quiser tomar água”, revela.

Resposta

O Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), através de sua assessoria de imprensa, explicou que o aumento no atendimento no Pronto Socorro (PS) da unidade tem sido grande e isso acarreta algumas complicações e atrasos no atendimento, além disso, o Pronto Socorro atende também urgências e emergências, o que pode vir a atrasar algumas consultas.

Para exemplificar, a assessoria divulgou dados comparativos entre janeiro e julho deste ano. Segundo a assessoria, o atendimento teve um acréscimo de 3 mil consultas no mês de julho, ou seja, 100 consultas a mais por dia.

Quanto a limpeza, a assessoria resumiu que o Haoc procura sempre manter o local limpo e arejado, uma vez que o ambiente é propício para contaminações.

A assessoria ainda afirmou que o hospital segue as recomendações da Secretaria de Saúde e assim que o paciente chega ao PS e informa que apresenta sintomas da Gripe Tipo A é feito uma triagem e a preferência é para o grupo de risco, gestantes, crianças e idosos, logo é colocada uma máscara que fica na recepção.

Já a Secretaria de Saúde de Indaiatuba informou, através da Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura, que já está em curso uma campanha de conscientização e orientação à população, com cartazes em locais públicos, como o paço municipal e postos de saúde, bem como a divulgação de anúncios em jornais e spots de rádios orientando a respeito da doença. A assessoria também informou que cartazes em ônibus serão fixados em breve.

Em relação à falta de copos nas unidades básicas de saúde, a assessoria confirmou que o problema realmente aconteceu na Unidade Básica de Saúde 9, no Centro da cidade. O problema foi causado devido à demora no registro de compra dos novos itens, mas que o problema já foi sanado pela Prefeitura.

 

Equipe é barrada e ameaçada no Haoc

Após coletar depoimentos dos usuários do Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc) e o fotógrafo Ricardo Miranda registrar fotos, a equipe de reportagem, ao sair da recepção do hospital, foi barrada na saída do prédio. Uma equipe composta por um segurança, um médico e uma enfermeira alegou que era proibido fotografar na parte interna da unidade e exigia que as fotos fossem apagadas.

O grupo alegava que o hospital não era de caráter público e que não podia expor os pacientes que estavam aguardando na recepção. A assessoria de imprensa do Haoc também acusou a reportagem de “invadir” a recepção do hospital sem autorização prévia. A reportagem teve que explicar o motivo da presença na unidade hospitalar e no meio da discussão, acabou sendo ameaçada pela enfermeira Márcia.

O teor da ameaça foi impulsionado pelo fato do diretor superintendente do jornal Tribuna de Indaiá, José Luiz da Silva Miranda, estar internado no Haoc na última quarta-feira, dia 5. A enfermeira utilizou-se desta situação para fazer uma ameaça contra a reportagem. Primeiramente a enfermeira questionou: “Sabia que seu patrão está internado aqui com a gente?”. E logo depois completou: “Quer acabar de matar já?”.

A enfermeira queria que a equipe se reunisse com um dos diretores administrativos do hospital para que ele autorizasse ou não a divulgação das informações e das fotos coletadas no local. O grupo alegava que a equipe deveria pedir autorização para colher depoimentos e registrar fotos do local.

Após diversos contatos telefônicos, foi acertado que o impasse seria resolvido entre a direção do jornal e a direção do hospital, com a equipe de reportagem sendo liberada.

 

Creche Pingo de Gente vira unidade para atender crianças em situação de risco

A Creche Pingo de Gente, localizada na Rua Abraão João Ferrarezzi, no bairro Cecap II, foi escolhida como Unidade Polo para atendimento de crianças consideradas em situação de risco, que é quando os pais não têm com quem deixá-las no período em que as creches estiverem com atividades suspensas para evitar a proliferação da gripe H1N1. Por enquanto, apenas duas crianças estão sendo atendidas no local.

Segundo informou a diretora do Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal da Educação, Jeanete Escodro, a creche foi escolhida por estar localizada em uma região considerada central, facilitando o acesso dos pais e também dos funcionários que acompanham as crianças. “Para que a criança não estranhe o novo ambiente, tivemos o cuidado de designar a monitora que atende a turma dela para acompanhá-la na nova creche durante este período”, informa.

A princípio, cinco mães procuraram as coordenadoras das creches municipais onde seus filhos estão matriculados para informar que precisariam de atendimento porque não tinham com quem deixar os filhos, mas, na segunda-feira, dia 3, apenas duas crianças foram levadas até a Unidade Polo. “Uma assistente social da Secretaria Municipal da Família e do Bem Estar Social fez visitas às três mães que não levaram as crianças à creche para acompanhar os casos”, esclarece Jeanete.

As coordenadoras das creches estão orientadas a encaminhar as mães que procuram por atendimento às coordenadoras dos Centros de Referência em Assistência Social (Cras) que atendem os bairros ou diretamente com o plantão da Secretaria da Família e do Bem Estar Social, que irá avaliar a necessidade do atendimento. “Vamos avaliar se a mãe realmente não tem com quem deixar a criança. Se não tiver, a criança será atendida, mas somente as crianças em situação de risco, assim definidas pelo Conselho Tutelar”, salientou a secretária da Família e Assistência Social, Vera Lúcia Lorenzetti Canali.

Decisão

A decisão de deixar uma creche à disposição para atendimento dos casos de extrema necessidade foi tomada no dia 30 de julho, durante uma reunião entre a secretária da Família e do Bem Estar Social, a secretária da Educação, Jane Shirley Escodro Ferretti, e com a coordenadora do Conselho Tutelar, Izilda Angelina Pessagno.

A Prefeitura Municipal de Indaiatuba decidiu adiar o retorno das aulas de toda a rede municipal de ensino e também suspendeu provisoriamente o atendimento nas creches seguindo uma orientação da Secretaria Estadual da Saúde, com o objetivo de evitar a proliferação da nova gripe. A previsão é de que os estudantes voltem às aulas somente em 17 de agosto.

Quem também prorrogou a volta às aulas para o próximo dia 17 foi o Colégio Integral e a Faculdade Max Planck. Na escola e na faculdade, os alunos que voltarão às aulas na próxima segunda-feira, dia 10, será apenas os pré-vestibulandos (3º ano do ensino médio).

 

Foto: Ricardo Miranda


Furtos caem, mas roubos de carros disparam

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Sábado, 08 de agosto de 2009

 

A Secretaria de Estado de Segurança Pública divulgou durante a semana os índices de criminalidade em todo o Estado de São Paulo referentes ao primeiro semestre de 2009. De acordo com os números apresentados, Indaiatuba teve uma diminuição no número de furtos comuns e furtos de veículos, mas, em contrapartida, o número de homicídios dolosos, roubos e roubos de veículos aumentou. Os dados fazem comparação de janeiro a junho de 2008 com o mesmo período de 2009.

Em homicídios dolosos, a cidade dobrou o número de casos neste período. Entre janeiro e junho de 2008 foram contabilizados sete homicídios em Indaiatuba. No mesmo período deste ano, o número saltou para 14 crimes deste tipo.

O que também aumentou foram os roubos e roubos de veículos. Os roubos diversos tiveram o menor índice de aumento, entre janeiro e junho de 2008 foram registradas 437 ocorrências, contra 496 do mesmo período de 2009, um acréscimo de 13,5%. Os roubos de veículos tiveram uma elevação mais significativa. Entre janeiro e junho de 2008, foram registrados 92 veículos roubados, enquanto no mesmo período de 2009 o número de carros roubados foi de 131, aumento de 42,39%.

O número de furtos sofreu queda no comparativo entre o primeiro semestre de 2008 e 2009. No ano passado, a cidade registrou 1.045 delitos deste tipo, enquanto em 2009 este número caiu para 829, um total de 20,7%. O número de furto de veículos também sofreu queda neste período. Em 2008, Indaiatuba notificou 531 carros furtados entre janeiro e junho. Este ano, no mesmo período, foram 360 veículos, um queda de 32,21%.

Na soma de veículos furtados e roubados, a cidade revelou uma queda no número de ocorrências. Enquanto em 2008 foram 623 automóveis furtados ou roubados, em 2009 esse número caiu para 491, uma diminuição de 21,19%.

RMC

Entre furtos e roubos de veículos, se Indaiatuba for comparada a todas as 19 cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC), o município ocupa a 18ª posição, sendo a penúltima na incidência desse tipo de crime deixando para trás Jaguariúna, Campinas, Sumaré, Engenheiro Coelho, Holambra, Vinhedo, Paulínia entre outras. A única que reduziu mais esse número foi Itatiba, onde ele caiu 51,1%.

Levando em conta as cidades que possuem uma população aproximada da indaiatubana, que são Sumaré (235.412), Americana (205.473), Hortolândia (200.318), Santa Bárbara d’Oeste (188.786), Valinhos (103.498), Itatiba (98.746), Paulínia (79.148) e Vinhedo (60.774); em roubos diversos, Indaiatuba, mesmo com aumento de 13,5% ocupa a penúltima posição, ou seja, tem o segundo melhor índice nesse grupo. À frente está, somente, Itatiba, com 9,7%.

Enquanto isso, os homicídios, que passaram de sete para 14, são 7,6 para cada 100 mil habitantes, o que deixou Indaiatuba na terceira colocação entre estes municípios. Pior que Indaiatuba, neste item, aparecem Sumaré (8,1) e Hortolândia (9,5).

Em comparação com municípios que não pertencem ao Deinter 2 (onde está Indaiatuba), a cidade também aparece bem posicionada em alguns itens. Enquanto os furtos caíram 20,7% em Indaiatuba, em Itu eles aumentaram 12,2%, subindo de 1.020 para 1.144. Em Salto eles caíram 1,3%, de 382 para 377.

Os furtos e roubos de veículos em Itu passaram de 249 em 2008 para 370 em 2009, um crescimento de 48,6%. Salto manteve o número equilibrado, foram 166 no mesmo período dos dois anos. Enquanto isso, em Indaiatuba esses tipos de crimes tiveram redução de 21,2%.

Os roubos em Salto subiram 20,9%, de 115 para 139, enquanto que em Indaiatuba isso não passou dos 13,5%. Itu apresentou aumento de 31,4% - de 156 para 205.

Os homicídios em Itu passaram de oito para sete e em Salto manteve-se em seis.

 

Tecnologia é destacada

O secretário interino de Defesa e Cidadania, Alexandre Guedes Pinto, acredita que a queda em alguns índices de criminalidade incentivam o Poder Público a “trabalhar mais” pela segurança. Além disso, ele diz que a administração municipal vai investir em tecnologia para melhorar o combate ao crime.

Em entrevista ao Redação Indaiá, o secretário avalia as estatísticas apresentadas como “boas”. “Os números não são tão ruins, mas mesmo assim, eles apenas nos incentivam a trabalhar mais”, opina. “Podemos e precisamos melhorar muito e tenho certeza de que com o sistema de segurança que vamos implantar, a realidade pode ser ainda mais positiva. Mas este não é um trabalho com resultado a curto prazo, desta forma, vamos agir intensamente dia-a-dia”, reconhece.

Questionado sobre o aumento no número de homicídios, o secretário observa que este crescimento se deu porque em vários casos o que aconteceu foi “acerto de contas”, por isso a duplicação no número de casos.

Entre as melhorias comentadas pelo secretário estão a instalação de câmeras de monitoramento em diversos pontos da cidade, principalmente na Zona Sul, saídas do Município e no Centro de Indaiatuba. Além da instalação das câmeras, o secretário também afirmou que vai aperfeiçoar o sistema de comunicação entre as Polícias Civil, Militar e Guarda Municipal e também irá disponibilizar aparelhos de GPS para as viaturas. O prazo para que todos os equipamentos estejam operando, segundo o secretário, é até o final do ano.

União

Além do investimento em tecnologia, Guedes comenta destaca o trabalho conjunto das unidades policiais. “Estamos trabalhando para que haja ainda mais união entre a Guarda Municipal, Polícia Militar e também a Polícia Civil. Com estas três unidades trabalhando em conjunto, o monitoramento da cidade vai ficar ainda mais efetivo”, comenta.

Na cidade, os comandos da Polícia Militar, Polícia Civil e da Guarda Municipal têm se reunido para reforçar os trabalhos de segurança. No dia 20 de julho, todos estiveram reunidos no gabinete do prefeito Reinaldo Nogueira (PDT), onde deram início a um planejamento estratégico de atuação.

 

Ocorrências 1º semestre

Ano

Homicídio Doloso

Furto

Roubo

Furto de Veículo

Roubo de Veículo

2008

7

1.045

437

531

92

2009

14

829

496

360

131

 

Fonte: Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo


Energia solar: atitude sustentável ajuda planeta

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Sábado, 08 de agosto de 2009

a13-energia solarNo bolso Sistema solar de aquecimento pode gerar até 80% de economia

 

O Redação Indaiá inicia hoje a série Meio Ambiente e Você. Neste novo projeto, o blog abordará o meio ambiente, energias renováveis, sustentabilidade, uso consciente de energia e o mais importante: o que estas palavras refletem no dia-a-dia de todos. A primeira reportagem da série aborda a tecnologia de aquecimento solar de água. Entre os modelos de energia renovável e sustentável, a energia solar é a mais conhecida entre a população.

O mercado de aquecedores solares vem crescendo no Brasil. Por proporcionar economia, versatilidade e conforto para o usuário, o sistema já é amplamente utilizado para o aquecimento da água de residências, hotéis, motéis, piscinas, hospitais, escolas, indústrias, clubes, entre outros.

O custo-benefício de um sistema de aquecimento solar é o principal atrativo para o consumidor que pensa em adquirir o modelo para instalar em qualquer tipo de construção, tanto residência, como prédios, e também para piscinas. A economia mensal de um sistema de aquecimento solar pode chegar a até 80%, de acordo com o tipo de sistema utilizado na construção. O pico de economia pode ser alcançado em hotéis e empresas, que usam o sistema em maior escala. Já em uma residência de classe média, a economia pode chegar a 35% do valor da conta de energia.

Para a preservação do meio ambiente, a energia solar traz muitas vantagens, já que não é poluente, não influi no efeito estufa e não precisar de turbinas ou geradores para a produção de energia elétrica. A principal desvantagem é o custo de investimento. De acordo com o Portal Ambiente Brasil, para cada um metro quadrado de coletor solar instalado evita-se a inundação de 56 metros quadrados de terras férteis, na construção de novas usinas hidrelétricas.

Vantagens

Além dos benefícios ambientais, um sistema de energia solar possui outras vantagens, como retorno de investimento ágil e baixa exigência de manutenção. De acordo com Luciana Daniel, consultora de relações internacionais da Colsol, empresa indaiatubana pioneira no ramo de aquecedores, o retorno do total gasto na instalação de um sistema de aquecimento solar depende do seu tamanho e do gasto do usuário. “O prazo máximo para que haja o retorno do investimento é de dois anos, mas isso depende de quanto o usuário gasta”, esclarece. “Quanto mais a pessoa utiliza, mais rápida será a recuperação do capital gasto.” O tempo médio de vida útil de um sistema deste tipo é de cerca de 20 anos e os produtos possuem dez anos de garantia. Luciana também afirma que a manutenção de um sistema de energia solar é quase nula.

Para quem tem dúvidas em relação a qual o tamanho do sistema que pode ser instalado em sua casa, o Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro) calcula que cada pessoa consome 100 litros de água quente por dia. Logo, numa casa com quatro pessoas, seria necessário um sistema que contenha um reservatório de 400 litros. O preço médio para uma casa de classe média fica entre R$ 2 mil a R$ 3 mil.

 

Como funciona?termossifao

Um sistema básico de aquecimento de água por energia solar é formado por placas solares e um reservatório térmico. As placas são responsáveis pela captação da luz solar. O calor captado é transferido para a água que circula no interior das tubulações.

O reservatório térmico armazena a água aquecida, mas é alimentado com água fria pela caixa d'água da residência ou construção.

Em sistemas convencionais, a água circula entre os coletores e o reservatório térmico através de um sistema de circulação natural chamado termossifão (por gravidade). Nesse sistema, a água dos coletores fica mais quente e, portanto, menos densa que a água no reservatório. Assim a água fria “empurra” a água quente gerando a circulação. A circulação da água também pode ser feita através de moto-bombas em um processo chamado de circulação forçada ou bombeado, e são normalmente utilizados em piscinas e sistemas de grandes volumes.

 

Empresa local é pioneira

A Colsol Coletores Solares está sediada em Indaiatuba há cerca de 30 anos e, além de ser a pioneira no ramo de aquecedores solares no Brasil, é inovadora na produção de seus equipamentos.

A empresa produz diversos tipos de sistemas de aquecimento solar e, além disso, os equipamentos são feitos, em sua quase totalidade, de matéria-prima também reaproveitável. É o que explica a diretora geral da Colsol, Sylvia Dall'Oca. “Nossa matéria-prima também é renovável, o cobre dos tubos, a tinta à base de água que usamos em nossas placas, entre outros, são todos itens que são reaproveitados adequadamente depois”, esclarece. “Isso é uma das principais preocupações da empresa: o meio ambiente.”

Parcerias

Para reaproveitar o material que é utilizado, a empresa faz parcerias com outras empresas da região, que reciclam o material e utilizam novamente, para a produção de outros itens. A empresa busca atingir o objetivo de produzir sistemas que sejam 100% feitos de matéria-prima renovável. Para isso, falta concretizar o acerto com um fornecedor para o fornecimento de reservatórios integralmente reaproveitáveis. Hoje, eles são feitos de alumínio e aço inox, materiais também considerados leves.

De acordo com Luciana Daniel, consultora de relações internacionais da empresa, países como o Uruguai, Paraguai e Panamá já contam com os sistemas da empresa. “A América Latina ainda não tem uma cultura massiva em relação à energia renovável e estamos buscando isso com nossos produtos”, afirma.

Em Indaiatuba, a revenda da Colsol é a Tekhouse, situada na avenida Visconde de Indaiatuba, 700, na Vila Vitória. O telefone para contato é 3834-5209.

 

Foto: Divulgação/Colsol


Secretaria de Obras instala semáforo no bairro Itaici

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Sábado, 08 de agosto de 2009

 

A Secretaria de Obras e Vias Públicas concluiu a instalação do semáforo na via que dá acesso ao bairro Itaici. O aparelho foi implantado na Alameda Coronel Antônio Estanislau do Amaral no cruzamento com a Alameda Ezequiel Mantoanelli, no Jardim Juliana. O objetivo da implantação do semáforo é auxiliar os motoristas que precisam fazer a conversão para a Ezequiel Mantoanelli ou entrar na Coronel Antônio Estanislau do Amaral.a5 semáforo

O semáforo está em funcionamento desde a tarde de quarta-feira, dia 5, e conta com duas fases, que funcionam com tempos diferenciados durante o dia. Segundo o secretário de Obras e Vias Públicas, José Carlos Selone, foram realizados estudos para observar quais os horários de pico na via, que dá acesso a vários condomínios.

Selone explica ainda que o objetivo da instalação do semáforo é oferecer mais segurança aos moradores da região e aos motoristas. “Como tem vários condomínios, em horários de pico o trânsito não fluía. Com o semáforo, o tráfego será organizado e esperamos que o índice de colisões diminua”, comenta.

O Redação Indaiá ouviu os motoristas que trafegam pelo trecho e colheu opiniões sobre o novo equipamento. Para a turismóloga Érika Hamelin, de 38 anos, a instalação do semáforo “ajudou muito”. “Melhorou bastante a fluidez dos carros com a instalação deste semáforo”, comemora. “Aqui era um ponto muito arriscado para virar.”

Atenção

A turismóloga também chamou a atenção para que os motoristas fiquem mais atentos, já que alguns não percebem que no sentido Centro-Bairro a faixa da direita tem passagem livre. “Os motoristas ainda não estão acostumados e quando olham para o semáforo fechado para fazer a curva acham que também está fechado para ir reto, mas a passagem é livre”, explica. O Redação Indaiá pode constatar a desatenção dos motoristas. Diversos veículos pararam mesmo com a via liberada para a passagem e adequadamente sinalizada, orientando que a pista da direita é livre.

O comerciante Aparecido Donizete Monguini de Oliveira, de 40 anos, também elogiou o novo semáforo, mas fez ressalvas. “O semáforo ficou muito melhor, organizou o trânsito aqui, mas deviam instalar um semáforo com três fases, para que as pessoas que querem ir para Itaici e estão na Ezequiel Mantoanelli também consigam virar”, opina.

Foto: Ricardo Miranda